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domingo, 15 de maio de 2011

Abian, Yawô e Yá

 

O início, o meio e a continuação, posto que o Axé, nunca acaba, se renova, se refaz, com ejó ou lorogum, não de desfaz!
Nasce, cria, cresce, axexê, sucessão, posse, engravida, pari, nesce, cria, cresce, filha, mãe e sempre filha.
O Candomblé é isso e não só isso. Portanto é melhor que saibamos desde sempre: ninguém entra pra sair, nem deixa de entrar pra não sair. Sendo religião de escolhidos, a cada um é dado o peso e as responsabilidades que suporta, o caminho e o benefícios que merece, o amor e o desamor que apetece. 
Chão, apoti, cadeira. Cada um a seu tempo, cada tempo com sua espera, cada espera com a delícia, não de viver, mas de SER cada fase. Senão, melhor levantar, tirar o ojá, calçar os sapatos, andar de salto e ser o que convém e não o que lhe veio.

PS:. Dedicado à minha Yá, tão linda como não podia deixar de ser uma senhora de Oxum mas que tem o brilho de uma criança nos olhos e a mesma alegria de um encantado erê; à Dofonitinha de Oxum, a minha mais velha, mais velha, pela paciência
(por que por mais que digam o contrário, ela tem até paciência em demasia), pelos aprendizados, pela criação e tudo mais; a Ojifurê, meu irmão de Obaaaaaaluaê por ter se tornado um grande amigo; aos meus demais mais velhos em especial Ominindé, Gutonan e Ominirô; aos meus mais novos, todos abiãs, já que sou a caçula, em especial Rodrigo de Logun Edé e Olga de Oba.

Com amor,
Torunjinlê!

3 comentários:

Larissa Santiago disse...

que lindo Gaby.
emocionante!

Olga disse...

Axé, Axé e Axé.... lindooooo!

Gabriela Ashanti Ramos disse...

Irmã, pensei muito em você, em nossas conversas. Você é muito importante para o nosso Axé e para o Candomblé em geral, pela sua responsabilidade e seu amor aos Orixás.

Lari, muito obrigada, binhaa!! Um cheiro de saudade!!